Chama atenção neste livro a inclusão de terapias convencionais e novas. Para o tratamento tópico das neoplasias, são
abordadas a cirurgia, a cirurgia reconstrutiva, a videocirurgia, a criocirurgia, a eletroquimioterapia e a terapia fotodinâmica,
sem deixar de mencionar a anestesia e o controle da dor nos pacientes oncológicos.
Quanto aos tratamentos sistêmicos, ganharam destaque a quimioterapia e a terapia metronômica, com o uso de
antineoplásicos convencionais, descrevendo também os efeitos indesejáveis, como a resistência a fármacos e seus
mecanismos, além da síndrome da lise tumoral. É importante enfatizar que novas terapias, já utilizadas rotineiramente em
todo o mundo, como as vacinas antitumorais e os inibidores dos receptores com atividade de tirosinoquinase, também
foram incluídas nesta obra.
Não menos importantes são as novas perspectivas de prevenção e de controle do câncer animal, que têm por base o
conhecimento das alterações metabólicas e o manejo nutricional do paciente portador de câncer. Capítulos sobre
neoplasmas específicos de cães e de gatos rotineiramente vistos na prática cotidiana do patologista, do clínico, do cirurgião
e do profissional dedicado ao diagnóstico por imagem também foram apresentados. Vale mencionar, ainda, o fato de que
praticamente todos os neoplasmas de todos os órgãos e sistemas foram abordados, dos mais comuns aos mais raros.
Finalmente, os editores não se furtaram de incluir um capítulo sobre a eutanásia, prática ética que muitas vezes é adotada
em casos de cânceres mais avançados, para os quais não há tratamentos disponíveis.
O valor de um livro técnicocientífico se dá pela menor ou maior facilidade de encontrar nele a informação buscada. Em
uma era em que a informação, nem sempre correta, é lançada digitalmente em blogs, sites e outros meios, a existência de
um tratado redigido por profissionais qualificados, sob a batuta dos editores, abordando com seriedade tópicos de tão
grande relevância, é um verdadeiro privilégio para a comunidade médicaveterinária brasileira. Parabenizo a todos os
envolvidos, particularmente aos editores, pela segunda edição da obra Oncologia em Cães e Gatos, com a certeza de que
será utilíssima a profissionais e estudantes e favorecerá o desenvolvimento da Oncologia Veterinária em nosso país.
Profa. Maria Lucia Zaidan Dagli
Presidente da Associação Brasileira de Oncologia Veterinária
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Epidemiologia e Etiologia do Câncer
Biologia do Câncer
Bioquímica do Câncer | Promessas da Metabolômica
Estadiamento Clínico das Neoplasias
Citologia Aspirativa por Agulha Fina Aplicada ao Estudo das Neoplasias
Radiografia Convencional, Ultrassonografia, Tomografia e Ressonância Magnética
Avaliação Histopatológica
Linfonodo Sentinela
Imunohistoquímica no Diagnóstico Oncológico
Cultivo Celular | Técnicas e Aplicações no Câncer
Anestesia no Paciente com Câncer
Princípios da Cirurgia Oncológica
Cirurgia Reconstrutiva Aplicada na Oncologia
Criocirurgia
Videocirurgia no Diagnóstico e no Tratamento de Neoplasmas em Pequenos Animais
Quimioterapia Antineoplásica
Quimioterapia Metronômica
Eletroquimioterapia
Mecanismo de Resistência aos Quimioterápicos
Síndrome de Lise Tumoral
Inibidores de Tirosinoquinase
Vacinas Antitumorais
Terapia Fotodinâmica em Veterinária
Manejo da Dor no Paciente com Câncer
Síndromes Paraneoplásicas em Cães e Gatos
Neoplasias Cutâneas
Neoplasias Oculares
Neoplasias da Cavidade Oral
Tumores do Trato Digestório
Neoplasias Perianais
Neoplasias Hepáticas
Neoplasias de Tireoide em Cães e Gatos
Neoplasias da Paratireoide
Neoplasias do Pâncreas Endócrino
Neoplasias da Glândula Adrenal
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Neoplasias de Hipófise e de Hipotálamo
Neoplasias do Sistema Urinário
Neoplasias do Sistema Respiratório
Neoplasias Cardíacas
Neoplasias Mamárias
Sarcomas de Tecidos Moles Cutâneos e Subcutâneos em Cães
Hemangiossarcomas
Neoplasias do Sistema Reprodutivo Feminino
Neoplasias do Sistema Reprodutivo Masculino
Tumores Ósseos
Neoplasias Articulares em Cães e Gatos
Neoplasias Intracranianas, Espinais e de Nervos Periféricos
Neoplasias do Sangue e dos Órgãos Formadores do Sangue
Linfomas
Mastocitoma
Distúrbios Histiocíticos
Tumor Venéreo Transmissível Canino
Mesotelioma
Timoma
Sarcomas de Aplicação
Alterações Metabólicas e Manejo Nutricional do Paciente com Câncer
Eutanásia
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Introdução
O termo epidemiologia é de origem grega, em que epi significa “sobre”, demos referese à população e logia é “estudo”.
Por definição, epidemiologia é o estudo da distribuição das várias formas de câncer na população, a observação e a análise
das variações de sua ocorrência em diferentes grupos ou comunidades e os fatores de risco associados. Estudos
observacionais do câncer, comparações com as diferentes populações, espécies, centros de saúde e registros de câncer
possibilitam:
• Descrever as características gerais de ocorrência da doença na população
• Gerar e avaliar hipóteses sobre os fatores causais da doença
• Entender a distribuição dos casos de câncer no espaço geográfico
• Avaliar o impacto social, econômico e cultural da doença
• Realizar alocação dos recursos para pesquisa, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação dos pacientes de forma
fundamentada, considerando o impacto de cada tipo de câncer na sociedade
• Avaliar o impacto, o custo e os benefícios das medidas de intervenção populacional na prevenção e no diagnóstico
precoce do câncer.
Indicadores epidemiológicos
A avaliação das diferentes neoplasias em termos de desagravos sociais, econômicos e individuais pode ser feita por meio
de uma série de indicadores. A maioria desses índices está bem estabelecida; o desafio reside na obtenção representativa,
confiável e constante das informações. Esses indicadores podem ser vitais (incidência, mortalidade, prevalência, sobrevida,
frequência, anos perdidos por morte prematura, e anos em média perdidos por morte prematura), sendo simples,
unidimensionais e objetivos, ou relacionados com a qualidade de vida e o impacto social e econômico (p. ex., anos de vida
perdidos e vividos com incapacidades, custo da doença), sendo complexos e multidimensionais.
Definições
Incidência
Número de casos novos de câncer diagnosticados em uma população definida, geralmente apresentado por casos a cada 100
mil indivíduos por ano. A introdução de instrumentos ou intervenções populacionais que aumentam a precocidade do
diagnóstico tende a aumentar a incidência da neoplasia no período.
O índice tornase representativo com o trabalho de sistemas de informação em saúde como os Registros de Câncer de
Base Populacional. Estes consistem em sistemas elaborados para coletar informações sobre todos os casos de câncer
presentes na população. Eles consolidam informações multicêntricas complementando informações individuais a partir das
diferentes fontes de coleta e eliminando dados duplicados (atendimento do mesmo paciente em uma ou mais instituições).
São responsáveis por produzir análises estatísticas descritivas e inferenciais que possam guiar políticas públicas de
controle do câncer. Em países onde Registros de Câncer de Base Populacional não existem, a incidência é estimada pela
mortalidade ou pela utilização de bases de dados correlatas, como as provindas de Seguradoras de Saúde em Animais.
Mortalidade
É o número de óbitos em determinada população, que também pode ser representada por óbitos a cada 100 mil indivíduos.
É comum ser evidenciados trabalhos em Medicina Veterinária que mostram a proporção de causas de morte por doença em
um hospital, serviço de necropsia ou cemitério animal, mas são raros os que calculam a mortalidade de uma população não
hospitalizada.
Razão incidência/mortalidade
É a razão entre os novos casos de câncer e os óbitos por eles causados. Quanto mais próxima de 1, pior é o prognóstico
aos pacientes e, consequentemente, maior o impacto social da doença.
Sobrevida
O seguimento dos pacientes (followup) é a principal fonte de informações para análises de sobrevida. Pode ser composto
de um grupo específico de pacientes ou obtido diretamente pelos dados dos Registros de Câncer.
Frequência
É a proporção da ocorrência de casos de câncer, em geral, sem utilizar um denominador populacional que a torne
representativa de uma população específica. Normalmente, é obtida por estudos retrospectivos de hospitais, clínicas ou
laboratórios. São dados de representação parcial, altamente sujeitos aos vieses de seleção, devendo ser considerados
cuidadosamente ao serem extrapolados para outra população de animais. A obtenção desses dados, em geral, requer menor
infraestrutura e investimento; esse índice é mais fácil de ser encontrado na literatura, apresentando importantes
informações sobre a ocorrência local dos casos de câncer e, quando avaliado de forma multicêntrica, possibilita a obtenção
de dados gerenciais. Quando falase de dados gerenciais, fazse referencia à qualidade do atendimento, à característica dos
proprietários de cães da região e a outras variáveis que permitem a melhoria dos serviços regionais e a melhor alocação de
recursos humanos e financeiros por eles.
Prevalência
É o número de pacientes portadores de neoplasias malignas em determinado período; inclui novos casos diagnosticados,
pacientes em tratamento e em seguimento. É a somatória dos casos novos com os anteriormente diagnosticados e com os
registros de pacientes que permanecem vivos. Este indicador é influenciado pelo número de casos novos na população,
pela sobrevida e pela mortalidade. Quando se trata de câncer, muitos autores consideram casos mesmo os pacientes em
remissão da doença. Podese avaliar uma prevalência parcial considerando, em seres humanos, somente pacientes com 1
(tratamento inicial), 3 (seguimento clínico) ou 5 anos de diagnóstico (em remissão). A prevalência pode ser um bom
indicador para gerenciar serviços de saúde, pois define o número de pacientes que necessitam de atendimento ou
acompanhamento médico. Pode ser obtida por Registros de Câncer com longo período de atuação ou por meio de
pesquisas de campo, como estudos transversais – embora essa abordagem tenda a subestimar a real prevalência.
A incidência e a mortalidade tendem a demonstrar melhor o impacto da doença na sociedade e, em geral, são medidas
que influenciam diretamente os valores dos demais indicadores. A alocação de recursos, entretanto, é mais bem
direcionada quando esses índices são avaliados simultaneamente com os demais.
Anos perdidos por morte prematura
Este indicador considera um agravo de maior impacto social os óbitos em indivíduos jovens. Esta informação possibilita
uma avaliação mais complexa, considerando conjuntamente a sobrevida e a mortalidade. O indicador de anos perdidos por
morte prematura (years of life lost, YLL) é o cálculo de quantos anos foram perdidos por morte precoce em virtude do
câncer em uma população. O tempo perdido por morte prematura é a somatória da diferença, de cada indivíduo doente,
entre a sua expectativa de vida e a data de óbito. Por exemplo, a expectativa de vida de seres humanos do Japão, por ter os
maiores valores, foi considerada o padrão humano.
Anos em média perdidos por morte prematura
É a divisão entre a quantidade de anos perdidos na população (YLL) pelo número de indivíduos acometidos por
neoplasias. O indicador de anos em média perdidos por morte prematura (average years of life lost, AYLL) permite
entender a influência média de uma neoplasia na esperança de vida de um indivíduo com a doença. Esse dado provém de
uma média populacional e não deve ser consideradofator prognóstico.
Nos EUA, por exemplo, a American Cancer Society estima que, em 1997, 809 mil anos de vida foram perdidos por
causa do câncer de mama (YLL), equivalendo à média de 19,3 anos de vida perdidos por cada mulher acometida (AYLL).
É importante destacar que a elevada incidência de alguns tipos de câncer na população pode aumentar a quantidade de
anos perdidos (YLL), mesmo que o AYLL de cada indivíduo seja pequeno. Dessa forma, o AYLL é um melhor indicador
quando se trata de indivíduos e o YLL quando se quer avaliar uma população.
Anos de vida perdidos e vividos com incapacidades
Em 1994, Murray definiu as bases metodológicas para um índice global, com a capacidade de ser usado para todas as
doenças e que pudesse unir o peso da morbidade e da mortalidade de uma doença. Esse conceito foi trabalhado pelo
World Bank e depois adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse índice é importante para:
• Gerenciar prioridades em serviços e pesquisas em saúde
• Identificar grupos de risco e focar medidas de intervenção
• Prover medidas comparáveis nos diversos programas, intervenções, avaliações setoriais e planejamentos em saúde.
O índice de anos perdidos e vividos com incapacidades, (disability adjusted life year lost, DALY) é uma medida que
gera um valor resultante de um escore entre 0 (sem desagravo) e 1 (morte) para cada ano perdido de vida por morte
precoce ou morbidade. Esse escore é definido conforme o sexo, a idade e o desagravo pelo qual o indivíduo é acometido.
O DALY é considerado uma evolução do quality adjusted life years (QALY), identificado como um indicador
complementar.
Custo da doença
É o custo financeiro de uma doença para a sociedade. Pode ser divido entre custos diretos com o tratamento, aqueles por
morbidade e os por mortalidade. Os custos por mortalidade são muito parecidos com YLL e consideram o valor monetário
da perda de possíveis anos de trabalho pelo indivíduo.
Há muitas outras metodologias para a avaliação do impacto econômico do câncer. Em Medicina Veterinária, os cálculos
devem ser avaliados criteriosamente porque o valor intrínseco do animal e sua capacidade produtiva e reprodutiva são
distintos do ser humano.
Estudos observacionais
Os estudos em epidemiologia do câncer, basicamente, servem para avaliar o impacto da doença na sociedade, entender
fatores de risco ou proteção e compreender os efeitos de intervenções de prevenção, diagnóstico precoce ou tratamento
sobre indicadores epidemiológicos, qualidade de vida e sobrevida dos pacientes. Na Tabela 1.1, é apresentado um sumário
dos tipos de estudo desenvolvidos, lembrando que variações e adaptações existem e dependem dos objetivos de cada
pesquisador.
O câncer é uma doença causada por múltiplos fatores etiológicos. Esses fatores de risco, para serem confirmados,
devem passar por uma série de critérios de causalidade definidos por Hill (1965)*:
• Força: intensidade da associação entre o fator causal e a doença. Quanto maior for o risco ou a chance de o indivíduo
exposto desenvolver a doença em relação ao não exposto, maior a força da associação
• Consistência: relatos similares em outros estudos reafirmam a relação causal encontrada no estudo. Associações sem
consistênciapodem ser verdadeiras, já que diferentes metodologias de estudo são empregadas e as características
populacionais são diferentes
• Especificidade: quando um fator está relacionado somente com a doença estudada, é mais provável que ele seja um fator
causal
• Relação exposiçãoresposta (gradiente biológico): caso a intensidade da exposição esteja diretamente relacionada com a
intensidade da resposta (p. ex., incidência da doença), tratase de um indicativo de que seja um fator causal
• Plausibilidade biológica: evita que sejam consideradas associações estatísticas sem sentido. Devese reconhecer que
podem existir relações verdadeiras, mas que a literatura ainda não é capaz de explicar suas bases biológicas
• Relação temporal: um fator, para ser causal, deve ocorrer antes do surgimento da doença. Embora seja uma relação
óbvia, em alguns tipos de experimento, como estudos transversais e casocontrole, nem sempre é possível avaliar essa
relação temporal entre causa e efeito
Tabela 1.1 Sumário dos tipos de estudos observacionais, experimentais e revisões de literatura para pesquisa em
Oncologia Veterinária.
Estudos observacionais*
Relato de caso Descriçãodecasospermitindoentenderaevoluçãoeodesfechodeumadoençaouintervençãopoucorelatada na
literaturaouquetenhacaráter inéditoouinovador
Séries de caso Descriçãoquepermiteentenderdeforma maisamplaesistemáticaaevoluçãoeodesfechodeumadoençaou
intervençãopoucorelatada naliteraturaouquetenhacaráter inéditoouinovadorem um grupodepacientes
Estudo ecológico Avaliaçãodedadosagregadosdapopulaçãosobreindicadoresdadoença(p.ex., incidência, mortalidade,
prevalência)em relaçãoao níveldeexposiçãodos fatoresestudados (p.ex., níveldepoluiçãodoar,qualidadeda
águaouíndices socioeconômicos).Estudodebaixocusto,derápidaexecuçãoeque necessitadedados conꚦ횅áveis
provindosdesistemasdeinformaçãoououtrosestudospopulacionaisdescritos naliteratura.Éuma metodologia
quepermiteageraçãode hipótesesdeformarápidaeeꚦ횅ciente, mas com limitaçãoquantoacomprovaçãodas
relações causais. Apósestudosecológicos,arealizaçãodeestudosdecaráter individualpermiteanálises
inferenciaisparacomprovaçãodas hipótesesgeradas. A faláciaecológicaéoviés intrínsecodessetipodeestudoe
consiste naincapacidadedesedizerqueos indivíduosquecontribuíram paraageraçãodos indicadoresdefato
tiveram o mesmo níveldeexposiçãoindicadoparaapopulaçãodaqual fazem parte
Estudo transversal Informações sobreocorrênciaefatores causais sãoobtidas simultaneamentedeumaamostrapopulacionalem um
pontotemporalespecíꚦ횅co.Em geral, sãousadasparaavaliaçãodecondições comunsedelongaduração.Em
muitos casos,pelofatodeosdados serem obtidos simultaneamente,édifícilestabelecerarelaçãotemporalentre
causaeefeito
Estudo caso-controle Estudoem queum grupocom odesfecho(caso)eoutrosem odesfecho(controle) sãoavaliadosquantoaos fatores
deriscoouproteçãoaqueforam expostos. Necessitadepoucotempoedepoucos recursos ꚦ횅nanceirosparaser
executado.Éespecialmenteinteressanteparaaavaliaçãodedoençasdeocorrênciarara(em queos casos jáestão
agrupadospelopesquisador),umavezqueavariávelprocuradaéo níveldeexposição, nãoosurgimentode novos
casos napopulação. A maiordiꚦ횅culdadedessetipodeestudoéaescolhadogrupo-controlea ꚦ횅m deevitarvieses
deseleção.Em muitos casos,éimpossíveldeterminararelaçãotemporalentrecausaeefeito
Estudo de coorte Estudoem queseacompanhaum grupopopulacionalexpostoeoutro nãoexposto(controle)aofatordeexposição
avaliadoesecomparaaocorrênciadadoençaaolongodotempo nessasduaspopulações. Osgrupospopulacionais
sãoescolhidospelopesquisador, mas nãoos indivíduosquecompõem cadapopulação.Éoestudoobservacional
quegeraos resultados mais concretosede mais forçaparainferir sobrecausalidade,entretanto, necessitado
acompanhamentodessapopulaçãoaolongodotempo,oquefaz com queapesquisademandequantias
consideráveisdetempo, recursos humanose ꚦ횅nanceiros
Estudos experimentais O pesquisador,por meiodeinduçãodiretaouindireta,observaadoençaesuas característicasem um ou mais
gruposexperimentais,permitindoinferências com acomparaçãoem um ou maisgrupos-controle
Revisões da literatura**
Revisão de literatura Revisãodeartigosdaliteraturadeformaempírica, congregandoecomparandodados sem metodologia
padronizada
Revisão sistemática Revisãodaliteraturaapartirde metodologiapadronizadadebuscaeseleçãodeartigos
Metanálise Revisãosistemáticaassociadaàcomparaçãoestatísticados resultadospublicadosporváriosautores
*Estudosobservacionais:opesquisadorobservaaocorrênciadadoençaesuas característicasem um indivíduo,um grupoouumapopulaçãoeosanalisadeforma
descritivaouinferencial, comparandocom outrosgrupospopulacionais.**Revisõesdaliteratura:opesquisador revisaaliteraturaem buscade materialquesubsidiaráa
pesquisa.
• Coerência: o fator estudado não deve confrontar todo o conhecimento estabelecido sobre a história natural da doença
• Reversibilidade: a retirada do fator de risco reduz a ocorrência da doença. Essa informação muitas vezes é difícil de ser
obtida em estudos observacionais, sendo mais plausível ser avaliada em estudos experimentais.
Transição epidemiológica
A transição epidemiológica é o processo de mudança no perfil de morbidade e mortalidade das doenças em uma população.
Observase o acontecimento simultâneo da substituição de doenças transmissíveis pelas não transmissíveis e causas
externas, do deslocamento dos grupos de risco da população mais jovem para a mais idosa e do predomínio de morbidade
em vez da mortalidade. Esse processo é acompanhado da transição demográfica, caracterizada pelo envelhecimento da
população mundial. Os animais de companhia, pela íntima convivência com seus proprietários, principalmente em países
desenvolvidos, compartilharam as mesmas condições geradas em seus donos pelo processo de transição epidemiológica. É
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